domingo, 26 de abril de 2009

Bob Dylan's Blues

Sinto muito lingua portuguesa, mas a poesia mais bonita que conheço está em inglês, é uma música composta por Syd Barret em um tributo a Bob Dylan. Eis o refrão, que também é a estrofe mais bonita:

Bob Dylan's Blues

Cos' I'm a poet, Don't ya know it?
And the wind... you can blow it
Cos' I'm Mr. Dylan the king
And I'm free as a bird on the wing

Isto tem um motivo. Homenagens, tributos, reconhecimento são as coisas que mais me tocam. Existem dois filmes em que isto ocorre de forma linda. Em "Uma Mente Brilhante", quando os professores entregam suas canetas ao Professor Nash e em "O Senhos dos Anéis - O Retorno do Rei", no final do filme, quando o já Rei Aragorn e todos os seus súditos se ajoelham aos quatro hobbits. Mais um motivo pessoal: Syd Barret era fã de Bob Dylan, evidente. Mais evidente ainda o fato de ser Syd Barret. "O Pink Floyd não poderia ter começado sem ele e não poderia ter continuado com ele" - Roger Waters.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Família Real

O Trabalho e A Ciência são os pais d'O Belo e d'A Arte. Ora, os pais não vivem para os filhos? Eu bem que queria ser belo, bem que queria ser artista, ser filho, mas não dá. Nasci para o trabalho árduo e sou loucamente apaixonado pela Ciência. Meu destino é ser pai. Não tem jeito.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Postagem 101

"E me assustei... não sou perfeito!"
"Mas, não sou mais tão criança a ponto de saber tudo."
Legião Urbana

Um possível diálogo futuro:

Velho: Eu
Zaratustra: adivinhem

"Mas quem és tu? - exclamou o velho, já com voz altiva. - Quem tem o direito de me falar assim, a mim, que sou o maior dos vivos de hoje?" E os olhos faiscaram-lhe ao encarar Zaratustra. - No mesmo instante, porém, se transformou e disse com tristeza:
"Zaratustra, estou farto. Minhas artes me cansam. Eu não sou grande! Para que fingir? Mas tu bem sabes que procurei a grandeza.
Eu queria figurar como um grande homem, e a muita gente convenci, mas esta mentira foi superior às minhas forças e por isso estou destroçado.
Zaratustra, em mim tudo é mentira. Mas que estou destroçado, isto é o que resta de autenticidade em mim!"
"É tua honra - respondeu Zaratustra, sombrio e desviando o olhar para o chão - é mérito teu teres procurado a grandeza, mas que também te deprime. Tu não és grande.
Sinistro ilusionista, o melhor e mais honroso para ti é teres-te cansado de ti mesmo e de teres exclamado: 'Não sou grande'.
Em atenção a isso, honro-te como um penitente do espírito. E mesmo que tenha sido pelo instante de um sopro, de um piscar de olhos, nesse instante, foste verídico."

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Montanha

"Além do horizonte existe um lugar bonito e tranquilo pra gente se amar"
O Rei

Tem gente que parece que já chegou neste lugar. Eu to chegando, ao meu modo. Poder se admirar mais das coisas. Chegar ao cume de minha montanha e olhar para o paralelo e me comunicar com os que estão no mesmo plano. Olhar pra cima para ver as estrelas da maneira que só a elevação e a ausência de luz podem permitir. Olhar para baixo e sorrir ao pensar: consegui.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Friedrich Nietzsche e a Palavra

Não sei de Wagner, mas quanto a Nietzsche ele provalvemente surtou por viver sem sexo. Tinha sífilis em pleno século XIX, o que o impediu de casar-se com a mulher de sua vida. Ele, Nietzsche, levou sua autosuficiência ao limite, bastava a si próprio e não ficava correndo atrás de mulher. Elas é que corriam atrás dele. Mas, como sabemos, temos uma grau de dependência orgânica quanto a sexo, e a falta disto faz mal, assim como a falta de companhia. Nietzsche estava tão a frente de seu tempo que foi preciso passar uns 100 anos para que chegassem os teóricos da pós-modernidade para confirmar sua crítica da racionalidade emancipadora ocidental que está provada que não emancipou. Detalhe, Nietzsche profetizou isto pois estava vivendo naquela época, tal qual Marx. Estar tão a frente de seu tempo é enlouquecedor. Quem não enlouqueceria ao se ver falando para paredes?

Tudo o que importa é a palavra, o resto é detalhe, mero enfeite. A palavra é informação no seu estado mais próximo de pureza. E tudo é informação, como a música. Que música mudou o mundo? Idéias mudam o mundo e elas se manifestam principalmente pela palavra. Antes de que qualquer coisa tenha existido, a palavra já existia, sempre existiu e sempre existirá. Por essas e por outras é que escrevo neste blog, exercitar a palavra. Por isso também aceito de bom grado qualquer sugestão de melhora na escrita. As idéias são só a justificativa para escrever por enquanto, mas quero mesmo é saber usar as palavras para quando eu realmente quiser transmitir idéias possa fazer isto da melhor maneira possível.

domingo, 15 de março de 2009

Da Prudência com os Homens

(...)
" Ao homem se aferra minha vontade, ao homem me prendo com corrente porque para o alto em direção ao super-homem me sinto atraído. Porque para lá pende minha outra vontade.
E se vivo cego entre os homens, como se não os conhecesse, é para que minha mão não perca inteiramente sua fé num ponto firme.
Não vos conheço, ó homens. Essa obscuridade e essa consolação muitas vezes me envolvem por inteiro.
Fico sentado diante do portão, à disposição de todos os pérfidos e pergunto: Quem quer me enganar?
Essa é minha primeira prudência para com os homens. Eu me deixo enganar para que não precise desconfiar dos enganadores.
Ai! Se eu desconfiasse do homem, como poderia o homem me ervir de âncora para reter meu balão? Com muita facilidade meu balão me arrastaria para o alto e para bem longe.
A providência que preside meu destino é que devo ser necessariamente sem prudência.
E aquele que não quiser morrer de sede entre os homens deve aprender a beber em todos os vasos (lembrei da Lorena) e aquele que quiser permanecer limpo entre os homens deve aprender a lavar-se em água suja (uma hora eu aprendo, Ryzzan).
Eis o que a mim mesmo tinha dito muitas vezes para meu consolo: 'Coragem, coragem, velho coração! Um infortúnio te feriu. Tira dele proveito como de uma ventura!'"
(...)

Assim falava Zaratustra.

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional das Mulheres

Mulher

Composição: Erasmo Carlos - Narinha

Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...

Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...

Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...

O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...

Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...

Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Meus pais virtuais

Lorena e Ryzzan. O Ryzzan me dá uns puxões de orelha (necessários) e a Lorena me dá colo. Ora, o pai não entra em atrito com o filho? Da maneira que a mãe com a filha? Vocês dois deixam a minha vida bem mais alegre. Amo vocês. Preciso de vocês.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Sentença

"Ser é admirar-se de estar sendo"
Fernando Pessoa

Esta definição eu entendo, eu vivo.

Somos uns condenados. Condenados a receber o mundo com os mesmos olhos. Ah! Como precisamos uns dos outros pra não ficarmos entediados!

Grato, Lorena.