sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Gaita e Sexo

Tocar gaita provoca o mesmo efeito em mim do que o orgasmo. Na verdade, eu até prefiro tocar gaita. Também prefiro uma boa conversa a sexo. Só que a conversa geralmente estressa a mente. Com a gaita sinto aquela sensação de leveza que só conseguimos quando liberamos a tensão. Existe um motivo objetivo para mim não ser tão fã de sexo, mas é por demais baixo falar o motivo disto aqui.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Paz e Guerra

"a guerra é produto da paz"
Raul Seixas

Existe outro meio de se chegar a paz que não seja pela guerra - nem que seja contra si mesmo? A paz entre os homens é possível se estes não guerrearem entre si mas consigo mesmo. Só que isto é muito mais difícil de fazer, mas é a prova da verdadeira força. Sentimos necessidade de criticar, desabafar, expressar nosso descontentamento com as coisas. Geralmente costumamos fazer isto no próximo. Mas então o sentimento ruim se reverbera, como um eco, circula entre os homens em um efeito borboleta e causa mais dor. Se, ao contrário, utilizassemos a nós mesmos como desaguadouro de nossas mágoas, muita dor - e guerra - poderiam ser evitadas. Jesus vem falando disso a dois mil anos, mas parece que ainda não aprendemos: sacrifício.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Uma coisa bonita de se ler mas triste por ser verdade (Ah... a Teoria!)

"Eu sei até que parece sério, mas é tudo armação, o problema é muita estrela para pouca constelação"
Raul Seixas e Marcelo Nova

"(...) A cultura, tranformada em mercadoria, perde sua caricterística de cultura, para ser meramente um valor de troca. Mas a que necessidades atende esse valor criado para o consumo? Ele permite, como ainda será necessário demonstrar, reproduzir ad infinitum o sistema, atendendo assim às necessidades de acumulação do sistema.
Assim pode-se dizer que a 'indústria cultural' é a forma sui generis pela qual a produção artística e cultural é organizada no contexto das relações capitalistas de produção, lançada no mercado e por este consumida. Numa sociedade em que todas as relações sociais são mediatizadas pela mercadoria, também a obra de arte, idéias, valores espirituais se transformam em mercadoria, relacionando entre si artistas, pensadores, moralistas através do valor de troca do produto. Este deixa de ter o caráter único, singular, deixa de ser a expressão da genialidade, do sofrimento, da angústia de um produtor (arstista, poeta, escritor) para ser um bem de consumo coletivo, destinado, desde o ínico, à venda, sendo avaliado segundo sua lucratividade ou aceitação de mercado e não pelo seu valor estético, filosófico, literário intrínseco."

Barbara Freitag
Teoria Crítica Ontem e Hoje, São Paulo: Editora Brasiliense, 2004, pg 72.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Eterno Bêbado

"Ninguém neste mundo é feliz tendo amado uma vez"
Raul Seixas

Sou todo coração
Eis minha desgraça!
Neste mundo cheio de razão
Como obter a graça?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Nietzsche

Nietzsche é o que ele critica. Ao se colocar tão contra o dogma acaba dogmatizando. Se ele tinha consciência disso seria algo fantástico.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Morreu um sonho

"E com essas palavras eu posso ver 
Claramente pelas nuvens que me cobriam
Apenas tome seu tempo então fale meu nome
Agora podemos nos ouvir novamente"
Wearing The Inside Out - Rick Wright

Eu tinha esperanças de um dia ouvir uma composição inédita do Pink Floyd com os quatro integrantes reunidos.

Ao menos um sabe que eu existo. Senti isso.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O Corpo Deus

"Agora o homem é como um de nós, conhecedor do bem e do mal"
Alguma parte do Gênesis

Nosso corpo material é um Deus. União de várias células formando um ser que é diferente delas, é maior que elas. Um todo diferente da soma das partes. Cada célula faz parte deste todo bem como o todo está em cada célula por meio do DNA. E quanto nosso espírito? Não sei, mas sei que ele trava a luta contra um Deus, o corpo. Por isso não é tão fácil viver.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Esperança

Quando vou ao centro e passo por uma banca de revista é sempre a mesma coisa. Entro procurando não sei o quê. Algo que me tire do tédio, alguma novidade interessante. Vendo bem fundo, tenho o impressão que procuro algo que mude minha vida. Como se algo escrito pudesse mudar minha vida. "O mundo de sofia" foi o texto que mais se aproximou. Hoje em dia "mudar de vida" ficou fácil, "entrar para a história" ficou fácil. A grande mídia nos metralha com megatons de informação e a todo momento estamos precisando de algo sensacional. Estamos dependentes do sensacional. Entro em uma banca querendo encontrar algo sensacional. E o sensacional se tornou efêmero. Vejamos o caso Nardoni. Dias direto na televisão o dia inteiro. Hoje temos o caso Dantas, a nova sensação, e sempre haverá outras. Como se criam clássicos assim? E a vontade de se tornar um clássico onde fica? Torturante. Vejo o filme "Matrix" e "O Senhor dos anéis", será que terão a fama que tem hoje um "E o vento levou", "Dançando na chuva", ou os filmes do Charles Chaplin? Quem se lembra hoje do "Titanic"? Nossa! Que sensação. É o anseio por ser eterno. Aquele que tem a convicção de que é eterno tem paz. Da ciência deste fato à convicção dele é uma longa caminhada a qual espero ter voltado a trilhar.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Uma visão tradicional e ultrapassada a respeito das mulheres.

As mulheres são tão inteligentes que sabem que o melhor é se fingir de besta. "Permanecer no mistério". Às vezes vejo um homem acompanhado de uma mulher, um casal clássico, e fico com a impressão de que o homem está desconectado do mundo pessoal da mulher. Esta, sempre atenta aos detalhes em sua preocupação excessiva com o outro, demonstra sempre um ar de tensão de quem tem que lidar com vários pensamentos e forças fluindo ao mesmo tempo na cabeça. Uma das vantagens que vejo em ser homem é o fato de não ser uma mulher convivendo com outra mulher. Tenho a impressão que o maior desejo de qualquer mulher é ser única. Penso que o maior obstáculo para o desenvolvimento das mulheres são elas mesmas em sua interação conflituosa. Não há consenso entre as mulheres, estás recorrem aos homens para que as coisas se encaminhem, ao seu homem.

A mulher consegue ser o objeto observado e ao mesmo tempo observar quem está observando. Tenho a impressão que elas adoram isso. Inventam mil estórias pedindo atenção. O homem se sente motivado mas nem desconfia que está sendo analisado minuciosamente. Mas as mulheres são vítimas delas próprias. A máscara acaba colando e elas acabam se tornando um alvo fácil ante àqueles que entendem como o jogo funciona. Eternas sonhadoras, preferem se enganar na busca pelo príncipe encantado que, na maioria das vezes, é um sapo. A busca irracional pelo objetivo é a mais forte das forças. E isso me preocupa. Os homens, tão ávidos pela presa, conseguem criar uma maneira de alcançar o objetivo sem se importar com o sentimento da mulher. Preocupante pelo fato deste mundo estar modelado pela máxima "o fim justifica os meios". Mas isso também gera um sentimento de desprezo por tudo o que foi conquistado. Me consolo procurando acreditar que tudo faz parte de um processo que termina com alguém dizendo: "Eu não disse que assim não dá certo? Agora aguente as consequências". Provalmente uma mulher.

A relação homem-mulher é a imagem da interação entre as forças elementares (ying/yang - bem/mal - tese-antítese e blá-blá-blá) onde a busca é o equilíbrio. Creio que as mulheres tem que procurar se entender com elas mesmas e o homem se entender com a mulher, aprender com ela. Na interação homem-mulher, que é reflexo da interação do próprio homem com a natureza, o homem está devendo e muito, mas não menos que a mulher na interação mulher-mulher . E cá para nós, é maravilhosa a interação homem-mulher quando cada um assume seu devido papel e há o respeito mútuo.

Interessante. Acabou de vir à mente um pensamento: as mulheres se preocupam tanto com as outras mulheres devido ao caráter lascivo do homem. Faz sentido. Se o homem fosse fiel, as mulheres se preocupariam com as outras mulheres tanto quanto hoje? Sempre haverá a disputa entre as solteiras. E há a relação sogra-nora, terrível. É, definitivamente as mulheres tem que se entender entre si.