quarta-feira, 13 de abril de 2011

O que sinto por dentro

GALOS, NOITES E QUINTAIS
Belchior

Quando eu não tinha o olhar lacrimoso,
que hoje eu trago e tenho;
Quando adoçava meu pranto e meu sono,
no bagaço de cana do engenho;
Quando eu ganhava esse mundo de meu Deus,
fazendo eu mesmo o meu caminho,
por entre as fileiras do milho verde
que ondeia, com saudade do verde marinho:

Eu era alegre como um rio,
um bicho, um bando de pardais;
Como um galo, quando havia...
quando havia galos, noites e quintais.
Mas veio o tempo negro e, à força, fez comigo
o mal que a força sempre faz.
Não sou feliz, mas não sou mudo:
hoje eu canto muito mais
Não sou feliz, mas não sou mudo:
hoje eu canto muito mais

4 comentários:

Juliana Matos. disse...

É.. o tempo passa..ainda
não somos perfeitos
não temos tudo que queremos
mais quem disse que não podemos sorrir?
Um abraço Leone!

Ju

Paralelos do Cotidiano disse...

Rá! eis me aqui na sua casa! Volto sempre :*

YasminCuevo disse...

Os tempos negros sempre nos abrem a percepção...

Leone Rocha disse...

Tá explicado por que sou meio intuitivo. Beijos Ya. Saudade.